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日志


5月22日

sabedoria e inteligência

ESTÁ ESCRITO:
"O MEU POVO TEM SIDO LEVADO CATIVO POR FALTA DE ENTENDIMENTO"...
Melhor que conhecer é entender,
a sabedoria bate à porta,
mas o ser humano busca apenas a inteligência.
Sendo assim temos muitos inteligêntes e poucos sábios
e o pior de tudo  é que na maioria das vezes achamos
e buscamos a sabedoria na aparência.
As pessoas são valorizadas pelo seus bens materiais.
Voltando para este lado podemos ver o quanto
falta evolução nos seres humanos.
Não basta uma parede cheia de certificados,
títulos importante e tanto mais e mais
a sabedoria vai muito mais além.
Busque a serenidade, o silêncio,
ouça a voz do seu interior.
Certa vez quando eu lecionava no interior do litoral do Paraná
em  Guaratuba, um lugarejo ou mais claro em um vilarejo,
onde precisava andar trinta e cinco quilômetros para chegar na estrada,
por água navegávamos quatro horas de barco  para chegar na cidade.
Exatamente neste lugar simples eu encontrei grandes sábios, mulheres e homens idosos,
simples, com cachimbinho na boca, uma cumbuquinha de café, uma vida simples,
pessoas que amei e continuo amando.
Simples pessoas, caboclos, com idade entre setenta à cem anos,
sabem aqueles velhinhos lindos, olhos vivos, estilo prêtos velhos,
cheios de amor, de respeito, grandes sábios,
que saudades...
Ali eu encontrei sabedoria, entendimento amor .
E até hoje caminho por estradas desertas, poeirentas,
estradas que me levam à pessoas simples, humildes,
prêtos velhos de aruanda, sábios,
grandes mestres.
 


5月1日

A Rosa e o Seu Simbolismo

A Rosa e o Seu Simbolismo


Todas as flores nos trazem uma sublime mensagem de pureza e de amor, mas nós, absorvidos na ânsia de experiência terrena, não lhes prestamos a devida atenção. E nada lucramos procedendo assim!

No Oriente há uma planta estranha, – que também existe em Portugal – que desenvolve poderosas raízes no lodo repugnante dos pântanos, mas eleva para o Sol as suas folhas e flores. É o nenúfar, ou lótus. Liga-se a esta planta uma importância transcendente, porque ela tem qualquer analogia com o ser humano, pois finca no lodo as suas raízes, em busca de sustento, e lança os seus pecíolos através da água em busca do ar e da luz fecundante do Sol.


Nós temos corpo um terreno, feito de um lodo vivo, alma que nos garante as viagens entre os estados espirituais e terrenos, e um ego, eu, ou espírito, a parte divina, eterna. Daí os orientais ligarem ao lótus tão grande importância, vendo nesta planta dos pântanos um simbolismo divino, Deus manifestado nos seus três aspectos: físico – lodo –, emocional ou de desejos – água –, mental – ar. É o triângulo Pai, Filho, Espírito Santo.

Para tornar o lótus mais estranho, a sua flor abre todos os dias ao “nascer” do Sol, para receber o seu longo beijo, e quando a Estrela do dia se aproxima do ocaso, cerra as suas pétalas e recolhe novamente ao seio da água, para na manhã seguinte emergir de novo e reabrir gloriosamente as suas branquíssimas pétalas, para que o Sol beije de novo a sua amarela corola, os seus órgãos geradores, instalados nela, dando-lhe em pleno a vida que há de fecundar as suas sementes. E esta estranha operação vai repetir-se durante vários dias, até que o mistério da fecundação se consume. Porém, quando as sementes estão fecundadas, a maravilhosa flor do lótus não volta ao seio das águas lodacentas do pântano, mas abandona-se a si mesma na superfície! As suas belas pétalas começam logo a murchar e vão apodrecer, enquanto no gineceu a vida acumulada nas sementes, se prepara para uma nova e triunfante reprodução ninfeácea.

Também o Homem vem para a Terra por vias impuras, para que evolua, seja cada vez mais perfeito como o seu Criador, que está nos Céus. Mas a sua falta de educação moral profunda, realista, sem fantasias hipócritas, não o deixa conhecer o sagrado dever da reprodução, que a mensagem das flores nos patenteia e ensina com o mais profundo realismo e pureza.

Por força da ignorância o elemento masculino olha o feminino como se fora um objecto de satisfação instintiva, viciosa, lodacenta, simbolizada pelo repugnante lodo em que o golfão branco estende as suas poderosas raízes em busca de alimento!

Ele desconhece o tesouro que ela tem na sua alma e por isso não sabe como encontrá-lo. E ela vem nas mesmas condições para, como o lótus, através do lodo fazer a sua busca da beleza que leva à Perfeição. Criada na mais profunda ignorância do que no ser humano há de mais puro e sagrado, ela consente em ser vitima dos lodacentos instintos sexuais masculinos e assim vai, do berço ao túmulo. Perde uma oportunidade maravilhosa de viver alegre e feliz no conhecimento perfeito do que em nós temos de divino.

Criador não nos deu órgãos reprodutores para nos perder, mas para nos permitir uma evolução mais fácil e harmoniosa. Porém, nós é que, ignorando a realidade nos desviamos do caminho do dever para o da transgressão. Por isso temos a inteira responsabilidade das nossas acções e havemos de lhes sofrer as consequências. Vivemos iludidos e somos constantemente surpreendidos pela dor e a amargura que, desfazendo as nossas ilusões, procuram despertar-nos para uma conduta correcta.

Temos órgãos para reproduzirmos a forma e ao usá-los sentirmos alegria sã, encorajante para esta série de lutas que se chama vida. Por isso é necessário conhecer o mistério do sexo, diluir a ignorância que nos leva por vias lodacentas como faz a ninfeia na sua luta pela existência, encaminhando as suas raízes fortes como são os nossos instintos vis, através do lodo pestilento, mas como ela buscando o ar e a luz puríssimos que nos fortalecerão com sabedoria.

Na medida em que o homem e a mulher buscarem um no outro o que lhes falta, saberão que, dentro dos seus corpos, feitos de lodo, há uma flor radiosa de perfume e beleza, como no lótus. Ambos, assim unidos pelo amor, poderão ser imensamente felizes, não voltarão a ser carrascos um do outro. Uma sociedade formada com tal cultura será finalmente perfeita, em corpo e alma.

Na medida em que o homem vir na mulher o que lhe falta para ser completo, ele não olhará mais a mulher como um artigo que se adquire pela escritura do casamento. Verá nela aquele ser que o recebe, que se lhe dá para o ter no seu próprio sangue e alma, e tudo fará para tê-la contente e satisfeita. E ela fará também os esforços necessários para se desviar do lodo das paixões e na maior pureza viver para o seu companheiro e ambos se voltarem para o Criador num movimento de límpida gratidão por os ter trazido para a Terra com tão excelentes meios de viver e de progredir na sua direcção divina.

O prazer puro nunca virá do que é torpe, sujo, grosseiro, mas do que é cristalino, para que dure e contribua para uma felicidade perfeita.

No Ocidente é a rosa quem nos fala do poder criador que vem de Deus e para Deus nos desperta, pois somos seus filhos e andamos na Terra em busca de graduação para experiência nos domínios do terreno. Só estaremos graduados como Deuses quando tivermos aprendido as lições que a Terra nos reserva.

O lodo em que o golfão vive fala-nos da queda do Homem, os Espíritos Virginais, sem experiência, inocentes, no pântano dos desejos que nos amarraram à Terra. A terra em que a roseira encaminha as suas raízes não tem o aspecto repugnante do lodo, nem o seu nauseante e doentio cheiro; e não se eleva na água estagnada mas no ar impregnado de oxigénio, o que alimenta o fogo. Todavia o seu corpo está eriçado de espinhos ameaçadores! Assim a roseira nos fala do Homem, dominado pelos instintos e levado por eles cria responsabilidades que não o deixam ser feliz, pois tem de esperar sempre pelo resultado das suas acções. E como a maior parte delas é má, porque feriram os outros, os seus frutos estão simbolizados nos espinhos da roseira, prontos para ferirem. Porém quando chega a altura de se reproduzir, a roseira dá-nos a sua flor, bela na forma, na cor e no perfume; e na sua corola mostra-nos como o acto da reprodução deve ser praticado com simplicidade e pureza, pois vemos como os estames elaboram o pólen, elemento fecundante masculino, e como os pistilos se erguem e aprontam para receber e conduzir ao gineceu o elemento fecundante. Tudo no meio de grande alegria e felicidade que emergem da beleza das formas, das suas cores e perfumes!

Por esta razão, inconscientemente, as rosas são levadas ao matrimónio dos seres humanos. E quando a cerimónia termina cobrem-se os noivos com pétalas de rosas, para lhes recordar a lição da roseira e do lótus, que após o acto reprodutor deixam murchar as suas pétalas, que caiem, para que toda a vitalidade se concentre nos órgãos genitais com o fim de produzirem a sua reprodução.

Mas todos gostam das flores e as usam no casamento, sem saberem ler a sua mensagem de ternura e amor imaculados!

A ignorância só enfraquece; a sabedoria fortifica, prepara-nos para a vida.

Falta aos seres humanos uma preparação para o casamento! Por isso a maioria esmagadora dos casais são infelizes, muitos adoecem e morrem, ou se desfazem, pois foram mal organizados.

Só deve falar do casamento quem sabe, pelo que estudou e pelo que viveu, para com maior segurança encaminhar outros.

São muitos os livros sobre a vida sexual, mas poucos os que são dignos de confiança, porque aos seus autores nem sempre a ciência e a moral lhes deram apoio, mas apenas a morbidez contagiosa e o desejo de dinheiro os moveram a produzir tais obras, que fazem maior mal que bem.

É necessário que as pessoas que falem do problema sexual não corem ao abordá-lo, pois se o sangue lhes aflora ao rosto é sinal inequívoco de que as suas consciências os acusam de mal usar o poder criador, e tais condições não são as necessárias a quem há-de falar do mistério do sexo.

A rosa fala-nos do desenvolvimento espiritual, e este sempre nos dá um coração puro e mente sã.

Os cristãos viram sempre na rosa o símbolo do amor, da virtude e da compaixão.

A rosa simboliza o estado de perfeição que o ser humano há-de alcançar quando tiver o seu próprio sangue liberto de todo o desejo impuro, for casto, análogo a Cristo.

Por este motivo a Rosa e a Cruz são o símbolo da mais elevada Iniciação.

Nos antigos mistérios do Egipto a rosa era consagrada a Isis, a Lua, que é a condutora dos processos de reprodução, tanto através do sexo como do intelecto, e por isso a rosa foi um emblema importantíssimo naqueles mistérios cheios de sabedoria, tanto sob o ponto de vista místico-hermético, como na tradição Rosacruz.


Falando sobre A ALQUIMIA DA ROSA

 

Citação

A ALQUIMIA DA ROSA
A rosa entre os ocidantais é a flor mística por excelência , como para os orientais é o lótus.
A rosa é andrógina em sua metamorfose. Nasce em um símbolo fálico-lingan em sua forma de botão, abre-se a seguir no yoni materno. Espressa-se em um canal ôco condutor de sua fôrça, que é o caminho dos espinhos, símbolo do caminho da iniciação.
Torna-se mandálica com a formação yântrica, desde as suas cinco pétalas  até o sentido de chacra de suas pétalas.
 No momento em que se despetala é quando se torna mais aromática e portanto mais essencial,
 pelo que esta chuva colorida é usada no famoso banho séco dos tântricos .
Simboliza a pureza do pensamento e o amor.
Quando prensada em um livro, é a flor das recordações.
é comestivel como já foi revelado na dietética, é também um maya,
pois quanto mais formosa mais vingativa, ferindo com seus espinhos quem ousar colhê-la.
Seu aroma é embriagador e se , usada como chá, é tranquilizante superior a flor de laranjeira.
Sua essência , não apenas aromática mas também mágica, é o mais poderoso anestésico.
Os antigos magnetizadores e alguns místicos empregavam a rosa, em sua forma essencial,
para realizarem operações sirúrgicassem dor .
Sua sutileza , beleza e harmonia despredem sua própria força de influência magnética,
 sendo seu magnetismo sua verdadeira essência alquímica.
Cápta e transmite o o poder de quem a oferece..
Se for oferecida apenas como dever social murcha em poucas horas,
mas se for como proca de afeto,  dura vários diase mesmo
 depois de seca ainda conserva a impressão viva do amor
Em todas as rosas há uma tendência harmoniosa à configuração da rosa,
que é o movimento embrionário do qual nasce a maior parte das realizações espirituais.
Deixemos claro que estamos falando da rosa como essência
 e é preciso distiguir entre essência e perfume.
A rosa por suas formas de metamorfose é das poucas
 flôres que não morre ao ser separada de seu talo
e mantém seus poderes de ser vivo em cada uma de suas transmutações.
Depois de cortada tem uma série de movimentos que se harmonizam com o cosmos,
sendo por isto uma verdadeira fonte de energia.
E COMO RECOLHER ESTA ESSÊNCIA?
Da mesma forma que o prana e  as  energias vitais , não admite recipiente para condensar-se.
Exige para isto um ser vivo.
Sua vitalidade está em afinidade com todas as vutalidades.



A NATUREZA DAS SUPERSTIÇÕES

A NATUREZA DAS  SUPERSTIÇÕES

As superstições sobrevivem, desde os mais remotos tempos, à toda tecnologia e avanço cultural, às margens do século XXI, onde todos os dias as informações dobram a cada minuto. As cerimônias, que sobrevivem hoje em dia como superstições, são constantes testemunhos de que a mente humana mudou muito pouco, desde os primitivos ancestrais.

A origem delas, parece residir no temor ou medo do desconhecido, na crença no fantástico, relacionada a aspectos folclóricos e mitológicos de uma civilização, na fantasia dos ignorantes, na busca ansiosa pelo mágico e divino; muitas são exteriorizações de ansiedades íntimas, cuja natureza ainda não foi totalmente explorada.

Etimologicamente, a palavra superstição vem do latim superstes, que inclui dentre os muitos significados, o de sobreviver. Mais comumente, o termo é utilizado para designar crenças que não são nossas.

A carga simbólica que nelas reside, liga o homem a uma censura, criando uma atmosfera de medo da transgressão, de ser vitimado por uma onda de mau augúrio ou azar, ou mesmo implicando na defesa contra fatalidades e "ameaças invisíveis".

Uma dada superstição percorre povos, atraindo a atenção dos incautos, normalmente criando uma associação com a psiquê daqueles que já possuem uma predisposição à influenciabilidade e à impressionabilidade, sendo estes, os principais responsáveis pela divulgação em massa de tal natureza.

Existem 3 responsáveis pela origem das superstições: a religião, o folclore (ou lendas e mitos) e os aspectos culturais de um povo. Em primeira instância, as religiões provocaram durante a Idade Média, uma "explosão" de crendices, manifestadas a partir do temor ao demônio e bruxas, além das severas proibições que despertavam na imaginação alheia, fantasias quanto a objetos, animais e lugares. Podemos citar dentre muitas, as superstições da ferradura, gato preto, moedas colocadas nos olhos do morto, cemitérios, etc.; as de cunho folclórico ou lendário, engedram uma mítica, cuja origem surge no Homo-Sapiens e pronuncia-se através do paganismo ( superstições quanto a animais, os astros celestes, os fenômenos da natureza, etc.) e por último, as de cunho cultural, manifestadas a partir da falta de informação (como vemos no interior do Brasil) ou mesmo aliadas à religião, nas festas, ritos, cerimoniais e até arte (encontramos por exemplo algumas como o buquê da noiva, o noivo não ver a noiva antes de se casar, a roupa branca de ano novo, etc.).

A relação superstição - folclore é muito estreita, apresentando traços característicos e comuns entre si; tanto um como outro engedram uma mística, uma fantasia, uma forma de amedrontar o homem. Tanto uma como a outra trouxeram para a cultura as simpatias e "fórmulas mágicas" de proteção e conquista pessoal.

É importante frisar, que existem dois tipos de superstições: as relacionadas com os objetos, atos ou coisas que isolam o indivíduo do malefício e as que se situam na relação do homem com seu meio, levando o indivíduo à vulnerabilidade em relação ao objeto que pode afetá-lo negativamente. No primeiro tipo, encontramos aqueles que transferem psiquicamente a um dado objeto, qualidades especiais de proteção, magnetismo, sorte e poder: os que crêem nas ferraduras, pé de coelho, trevo de quatro folhas, figas, arruda, moedas, animais, presas dos mesmos ou atos como bater na madeira três vezes, cruzar os dedos, pronunciar determinadas palavras ou frases, amarrar coisas, etc. e o segundo, identificamos aqueles que evitam determinados objetos ou atitudes: não deixar um gato preto cruzar o caminho, não passar debaixo de escada, não passar debaixo debaixo de um arco-íris, não deixar guarda-chuva aberto dentro de casa, evitar o número 13 (também considerado número de sorte para outros), não derrubar sal, não quebrar espelho, etc. 

A crença nas superstições se sustenta na emergência coletiva: inconscientemente, a dúvida em relação ao futuro, o que estar por vir, mobiliza a psiquê humana para a auto-preservação, à sobrevivência. A superstição pode alcançar qualquer pessoa, independente de seu estado social ou intelectual - desde que sinta ameaça de forças que estejam fora de seu alcance.

Atribui-se a relação do uso de determinado objeto a uma dada circunstância, uma analogia com a sorte ou azar naquele momento, e o indivíduo uma vez associando uma coisa à outra, pode "talismanizá-lo" (ou seja, tornar um talismã). Do ponto de vista psíquico, temos a relação da sincronicidade aí revelada, e em nada podemos concluir, de fato, que tal objeto trouxe boas ou más influências para seu usuário.

Simbolicamente, toda crença no imaginário, liga o homem às suas origens míticas, pela necessidade principalmente, de tornar-se novamente uno em si mesmo.

O Simbolismo do Anel Nupcial

   O simbolismo do anel é vastíssimo, bastando dizer que várias culturas o incorporaram em seus mitos, revelando a natureza de seu poder e dimensão de seus efeitos sobre aqueles que o possuíam. Cada anel tem características próprias, definidas pelo material de que é feito, inscrições, pedras neles incrustadas, ritos atribuídos e sagrações. Com certeza, evoca o sentido de eternidade e continuidade das forças universais, manifestando a idéia do círculo de poder e pacto entre os homens e deuses. Mas, o que na verdade representa o anel nupcial ?

Muita gente casada, ou que está noiva, pouco sabe sobre o simbolismo do anel nupcial. Para alguns, presentear a outra parte com o anel nupcial (aliança) é um convite ao selamento matrimonial; para outros, apenas um objeto de pura vaidade e capricho. O fato, é que essa pequena e delicado adereço encerra em si um poderoso elemento de ligação entre a anima e o animus. Antes de mais nada, a sua própria forma circular é uma representação da alma e reporta-se ao Self (Si-Mesmo). Isso quer dizer que quando há a troca de alianças (no noivado ou casamento), inconscientemente está havendo um intercâmbio anímico, como que cada uma das partes recebesse a essência da alma da outra. E por que o ouro é o metal preferido na confecção das alianças ? Não só por sua beleza, mas o ouro é um metal nobre que tem correspondência direta com o sol, com a luz e com a consciência. É um metal alquímico e transmite também o significado de sua raridade; tal como um herói mítico, o homem que compra as alianças e a oferta à sua parceira, percorreu todo um caminho iniciático até ali, vencendo provações ou desafios na sua relação (junto à sua parceira), e como prêmio raro, oferece a aliança como tesouro conquistado no fim de sua jornada. Na verdade, a jornada está apenas para recomeçar, pois a fase em que a aliança se encontra na mão direita (ativa, equivalente ao hemisfério esquerdo do cérebro – racionalidade, lógica, análise) cumprirá sua “prova de fogo” para provar seu amor e normalmente terá que se desdobrar junto à sua parceira para formularem o embasamento do lar. Quando a aliança é consagrada no festivo dia matrimonial, ela passa para a mão esquerda (passiva, equivalente ao hemisfério do cérebro – emoção, intuição, sentimento), então a nova jornada do casal será a nova estrutura familiar formada e todas responsabilidades advindas do processo. Logo, todo processo é um ato consciente de fusão anímica (ou pelo menos, deveria ser).

Outro aspecto importante que reforça o simbolismo solar da aliança, é o fato do dedo anelar ter correspondência na quirologia com o sol. Logo, todo rito que vai do noivado até o casamento é solar, que expressa luz e invoca a verdade. Não deixarei de citar também o simbolismo sexual por detrás do dedo e da aliança: o dedo como símbolo fálico (lingan) e o anel como símbolo vaginal (yoni) sela também o ato sexual que culmina com a Lua de Mel.

A inscrição do nome de cada parceiro é feita tradicionalmente do lado interno da aliança. Isso simboliza duas coisas: a primeira é que o nome, como mantra sagrado, se mantém protegido na parte de dentro do círculo. Ou seja, o poder daquele nome “fica restrito ao portador da aliança” (isso é uma metáfora); a segunda, que só aquele que porta da aliança sabe exatamente o que está escrito em sua face interior (além do nome de seu (sua) parceiro (a), algumas pessoas também inscrevem datas, palavras de amor, símbolos como o coração, etc) e mantém o conteúdo protegido do olhar de estranhos. Comprova-se aí a importância do círculo como área delimitada, sinalizando um campo de energia e força.

A aliança impõe ao seu usuário a condição de amo e escravo ao mesmo tempo: a troca de alianças passa também a ser o elo de poder entre as partes na relação, mas também o “agrilhoamento simbólico do casal”. Na verdade, essa não é uma condição que expressa submissão: a escolha do parceiro ou da parceira tem relação direta com o animus e a anima, logo, você escolhe seu “reflexo interior” e se funde simbolicamente através do anel.

Um importante símbolo é inserido dentro do casamento católico: a criança, normalmente uma menina (dama de honra) leva as alianças ao padre. A criança representa a pureza de intenção e é ela quem conduz as alianças até o ato de sagração final. Em alguns antigos ritos pagãos, a exemplo o celta, utilizava-se a coroa de flores para ser colocada na cabeça da jovem que se casava, e normalmente era uma criança que a carregava no ato cerimonial e entregava ao sacerdote; apesar de símbolos com diferenças de interpretação, a coroa nupcial e o anel mantêm estreita relação, pois ambas são figuras circulares.  

No ato das Bodas de Prata (25 anos), é acrescida pelo casal uma fina camada folheada de prata, normalmente representando uma “coroa de louro de prata” como prêmio conquistado após 25 anos de casados, reafirmando os votos matrimoniais. A prata é um metal que corresponde à Lua, logo é acrescida uma coroa lunar ao símbolo então solar. É como a relação entrasse numa fase mais interiorizada, mais yin, mais sublime. O louro sempre foi considerado uma planta ligada aos nobres, logo a folhagem de louro em prata marca um ciclo de magnificência conquistado pelo casal. Também evoca de certo modo, a maturidade atingida na relação. A Lua também tem relação com a família, é nessa altura do campeonato, é bem possível que ela tenha crescido o suficiente para sinalizar o potencial lunar.  

As Bodas de Ouro (50 anos), reafirma o compromisso solar feito no dia do casamento (consciência, luz, verdade). O casal recebe um novo par de alianças normalmente levado pelo(s) filho(s) -  frutos da união solar e lunar. Isso evoca simbolicamente que o ciclo solar foi completado pelo casal e há um renascimento da relação, só que no nível espiritual. O fato dos filhos levarem as alianças, também implica inconscientemente que os descendentes devam selar o compromisso solar com suas respectivas parceiras.

Quero frisar que a sagração das alianças independe de igreja ou templo que o casal possa estar integrado. O rito de troca de alianças é sempre um momento ímpar, e deveria ser feito primeiramente pelo casal a sós. Atribuo a isso, o que Jung chamava de momentum, ou seja, é um ato único no tempo e espaço criado exclusivamente pelas partes envolvidas na relação.

A aliança tem mais poder e sentido para a mulher do que para o homem, já que o círculo é uma figura geométrica feminina (pois encerra em seu interior um sentido, analogamente ao útero). Logo, meninos, ao ofertar a aliança à sua parceira lembre-se que está ofertando sua alma à ela, “para todo sempre e por toda eternidade"...